De Sócrates a Carlos Abicalil
Políticos bons são raros. Numa época em que proliferam destemperos e escândalos na política brasileira, é hora de dar parabéns para quem representa o oposto de tudo isso e celebrar a eleição de um dos mais ilustres políticos defensores da educação em nosso país.

E agora Carlos? Qual é o próximo passo? Por que a educação não pode parar? O que é ser um bom político?

Na minha opinião, a principal característica que faz um bom cidadão um bom político é a sua capacidade de colocar o interesse público acima dos seus próprios interesses. E isso, Carlos Abicalil faz bem. Ele é um político raro. Daqueles que orgulham o Estado que representa. Filósofo, historiador, sociólogo, pós-graduado em História Contemporâneo e Mestre em Educação e Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de Brasília. A sua formação serve para revelar para as gerações mais novas que a política nem sempre é uma ação perversa, mas que ela deve ser a grande alternativa para a consolidação do sistema democrático.

Se voltarmos ao passado, a Grécia Antiga, provavelmente no ano de 470 AC, podemos afirmar que Sócrates fundou o que conhecemos hoje por Filosofia Ocidental. Seu método de transmissão de conhecimentos e sabedoria era o diálogo. Com suas idéias inovadoras para a sociedade atraiu a juventude ateniense. Com suas qualidades de orador e inteligência, Sócrates acreditava que o ser humano seria mais feliz se concentrasse no próprio desenvolvimento ao invés de buscar a riqueza material. Pra ele, ainda, amizade e a vida em comunidade é o melhor caminho de se crescer como uma população.

Ou seja, Sócrates escalava entre as maiores virtudes, junto ao bom e ao justo. Neste sentido, bons políticos não surgem por eleição e sim por toda uma vida comprovada de honra, dignidade e espírito público. O exemplo de luta de Carlos Abicalil pela educação transcende fronteiras. Além de exercer com competência a Presidência da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, a sua liderança é reconhecida internacionalmente. Atualmente, é Vice-Presidente do Comitê Executivo Regional da IEAL (Internacional da Educação para a América Latina) e Membro do Comitê Executivo Mundial da IE(Internacional da Educação). É também, Membro do Conselho Executivo Mundial da Internacional da Educação - que reúne 180 países - e militante do movimento sindical da educação há mais de 20 anos.

A ascensão do filósofo Carlos Abicalil na política fortalece a tese da carreira do bom político que luta, a todo instante, contra a falta de dignidade nos governos administrados por medíocres em nosso país.


E o nosso Mato Grosso precisa de bons políticos. Aprendi em casa com o meu pai a arte de fazer o bem. O exemplo do Senador Vuolo e sua incansável luta para trazer os trilhos da ferrovia até Cuiabá foi uma odisséia. Uma obsessão que lhe valeu o título de "o Homem da Ferrovia". Mais do que isso, representou a luta pelo equilíbrio no sistema de transporte no Brasil. Ou seja, a luta pelo renascimento da ferrovia. Uma luta sem interesse econômico, sem barganhas. Apenas por ideal. Por acreditar, acima de tudo, que Mato Grosso - pelas condições climáticas e do solo favoráveis - seria o celeiro do Brasil. E a utopia virou realidade.

Vamos acreditar em novas utopias. Vamos acreditar que é possível o Brasil ser um país 100% alfabetizado, com alto índice de politização. Vamos aplaudir o grande defensor da educação em nosso Estado Carlos Abicalil. Como bem disse Mário Quintana, Das Utopias:

"Se as coisas são inatingíveis...ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas"

VICENTE VUOLO é cuiabano, economista formado pela Universidade de Brasília (UnB) e ex-vereador de Cuiabá.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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