29/11/2018 | 14:02

Deputado critica subserviência da AL e diz que sem foro Taques “já tem lugar esperando por ele”

O arquivamento do segundo pedido de afastamento contra o governador Pedro Taques (PSDB), pelo presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), provocou a reação negativa de alguns parlamentares. Para Valdir Barranco (PT), a Casa de Leis “passou a mão na cabeça” do tucano e, sem especificar o local, disse que o governador tem destino certo quando perder o foro por prerrogativa de função.

“O Pedro Taques fez o que fez, aprontou muito. E essa Casa passou a mão na cabeça dele o tempo todo, coadunou com ele. Daqui uns dias vai terminar o mandato dele e sem o poder, sem estar resguardado por tudo isso que o protege, tenho certeza que ele já tem um lugar esperando por ele. E é um lugar que ninguém gosta de ir pra lá. E quem, nessa Casa, se omitiu de cumprir com sua missão, vai ter mais motivo ainda pra sentir vergonha”, disse o deputado, logo após Botelho arquivar um pedido de afastamento de Taques feito em janeiro.

O requerimento arquivado por Botelho nesta terça-feira (27) havia sido protocolizado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat) e se justificava pelo não pagamento integral do duodécimo ao Poder Judiciário.

No início do mês, a Assembleia também arquivou o pedido da deputada Janaina Riva (MDB), feito com base nas informações repassadas pelo empresário Alan Malouf em acordo de colaboração homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Ambos os requerimentos não foram sequer levados à votação.

Segundo Botelho, as decisões foram embasadas pelo parecer da Procuradoria da Assembleia e teve como fundamento o “bom senso”, em função da proximidade do fim do mandato do governador.

“Eu desconheço um governador, não só em Mato Grosso, que tenha respondido a tantos questionamentos, tenha tido tantos homens e mulheres de confiança de seu Governo envolvidos em escândalos de corrupção e com tantas prisões. Qual pessoa teve tanta gente intimamente ligada a ele, em cargos de confiança, que tenham sido presos?”, questionou Barranco.

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